segunda-feira, 2 de abril de 2012

Apelidos doces

Minha mãe chamava o meu pai de benzinho, paizinho. Ele devolvia, chamando-a de tamanhinho. Às vezes, chamava de mãezinha. Eu era sempre a filhinha, a ponto dos meus amigos acharem que este era um apelido doméstico. Ainda chamo meu pai de papaizinho. Conto isso, porque sinto falta deste mel que parece que ficou no passado... A gente tem pouco espaço pra ser doce. Ninguém espera isso. Aí o doce vai cristalizando lá no fundo. É tão melhor quando ele escorre e invade o dia a dia tão duro...