Tenho escrito em todos os meus desktops: O universo diz sim.
Adoro essa palavra. Ela só traz coisas boas embutidas. Acho que comecei a adorar a palavra quando li sobre o primeiro encontro entre o John Lennon e a Yoko Ono. Ela era uma jovem artista despontando na cena de Nova York. Tinha algumas instalações numa galeria. Ele passou por lá e ficou intrigado com um ambiente que só tinha uma escada. Lógico que ele subiu na escada e, lá em cima, bem pequenininho, estava escrito: YES. Eles se apaixonaram e o resto é história. Eu era fãzoca dele, especialmente! Fiquei encantada com a força da arte de Yoko, para fisgar um cara brilhante como aquele. Naquela época, a gente se impressionava mais com o intelecto do que com os músculos...
Voltando ao sim, acho que em portugues é ainda mais forte. Acho que o M no final acrescenta um tipo de alongamento, que dá ainda mais força pra palavra. Mas uma força suave... simmmmmmmmmmm.
Adoro dizer sim e ouvir sim.
Feel Like a Queen
Mulheres têm que se sentir rainhas.
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
domingo, 8 de setembro de 2013
tempo
A perspectiva que o tempo nos oferece para olhar as coisas é talvez o maior instrumento de aprendizado da vida.
uma semana em Paris
Sábado
Paris sem lactose. Sucesso! Leite de soja no super, jantar de peixe tartar no meu queridinho Café Les Éditeurs. http://www.lesediteurs.fr/
Interessante como os hábitos mudaram de 2010 para agora.
Hoje é difícil encontrar wifi. Todo mundo está online...
Um homem passa vendendo alguma coisa lá na calçada. Evitei contato visual. Mas pensei, "não tá fácil pra ninguém..."
Domingo no Cafe de Flore
Uma mulher linda, com seus 65 anos, cara lavada, cabelos louros e longos, está sentada na mesa em frente. Escreve a mão num caderno. Morro de curiosidade. Quando o garçom começa a servir Kir Royal na mesa ao lado, ela parece hipnotizada com a cor do champanhe misturando com o rubro licor. Ela está usando vestido florido, branco e lilás, com brincos combinando. Acho engraçado pensar que escrevo sobre a escritora...
Ela toma café no Café de flore.
Na mesa ao lado, três jovens executivos de alguma empresa americana (deduzo que são americanos, porque eu entendo o inglês que falam) discutem práticas empresariais.
O cara mais sensato tem 41 anos e soa jovem pra mim. Eles estão tomando a segunda garrafa de vinho.
A conversa flutua, de trabalho para ioga, para sexo, para beber e "get crazy!" A moca se encantou com o garçom lindo de olhos azuis. Ela até tirou uma foto com ele.
Ela é portuguesa e o garçom lindo é português. Virou uma festa. Ela tem 32 anos. Digo que sou brasileira e também tiro fotos com eles.
Na mesa ao lado tem uma grupo que fala inglês. Dois casais e uma garota de seus 13 anos. Quando o meu sorvete chegou a loura do meu lado surtou! Ela achou que eu era americana. Disse que entendia o meu inglês. É aniversário da garota e a loira do sorvete deu de presente um porta-níqueis escrito Paris. A menina ficou encantada!
Quarta à noite, Saint-Germain-des-Prés
Eu adoro a miscigenação francesa, a maneira como eles parecem conviver com as diferenças... É lógico que eu poderia perguntar aos meus amigos de Paris se é mesmo como eu vejo... Mas isso iria tirar toda a graça do que eu penso e não mudaria um centavo na cotação do dólar... Então, prefiro adorar o casalzinho loiro+negra, que passa apaixonado na frente do restaurante. Ou a mulher transparente que carrega feliz o bebe mulato, ao lado do pai retinto. Isso sem falar nos inúmeros casais branquelas com sua prole mulata e negra, filhos que um coração aberto escolheu e outros, tão abetos quanto, toparam. Acho que vou pra cadeia por usar palavras como mulato, retinto e branquelo. Mas eu sou do tempo em que o idioma era correto e não o "politicamente". O eufemismo "moreno" é uma mentira. Morena sou eu, que tenho cabelo castanho escuro - ou tinha, em algum lugar do passado. Acho lindo ser mulato, como o FHC, ou o Caetano. Ou o Obama, um mulato lindo, com cara de quem dança bem.
Passam duas mulheres bem loiras, seus 55, 60... Uma mais ágil. Anda tipo cinco passos à frente, incapaz de esperar a amiga mais pesada. Para mim, fica a impressão de que ela precisa provar quem segue quem... Eu, que estou sozinha, penso como ela é boba de não valorizar a amiga que a segue.
Eu vi um casal dos seus trinta e poucos que acabou de dar o primeiro beijo... Que delicia de olhar...
Paris sem lactose. Sucesso! Leite de soja no super, jantar de peixe tartar no meu queridinho Café Les Éditeurs. http://www.lesediteurs.fr/
Interessante como os hábitos mudaram de 2010 para agora.
Hoje é difícil encontrar wifi. Todo mundo está online...
Um homem passa vendendo alguma coisa lá na calçada. Evitei contato visual. Mas pensei, "não tá fácil pra ninguém..."
Domingo no Cafe de Flore
Uma mulher linda, com seus 65 anos, cara lavada, cabelos louros e longos, está sentada na mesa em frente. Escreve a mão num caderno. Morro de curiosidade. Quando o garçom começa a servir Kir Royal na mesa ao lado, ela parece hipnotizada com a cor do champanhe misturando com o rubro licor. Ela está usando vestido florido, branco e lilás, com brincos combinando. Acho engraçado pensar que escrevo sobre a escritora...
Ela toma café no Café de flore.
Na mesa ao lado, três jovens executivos de alguma empresa americana (deduzo que são americanos, porque eu entendo o inglês que falam) discutem práticas empresariais.
O cara mais sensato tem 41 anos e soa jovem pra mim. Eles estão tomando a segunda garrafa de vinho.
A conversa flutua, de trabalho para ioga, para sexo, para beber e "get crazy!" A moca se encantou com o garçom lindo de olhos azuis. Ela até tirou uma foto com ele.
Ela é portuguesa e o garçom lindo é português. Virou uma festa. Ela tem 32 anos. Digo que sou brasileira e também tiro fotos com eles.
Na mesa ao lado tem uma grupo que fala inglês. Dois casais e uma garota de seus 13 anos. Quando o meu sorvete chegou a loura do meu lado surtou! Ela achou que eu era americana. Disse que entendia o meu inglês. É aniversário da garota e a loira do sorvete deu de presente um porta-níqueis escrito Paris. A menina ficou encantada!
Quarta à noite, Saint-Germain-des-Prés
Eu adoro a miscigenação francesa, a maneira como eles parecem conviver com as diferenças... É lógico que eu poderia perguntar aos meus amigos de Paris se é mesmo como eu vejo... Mas isso iria tirar toda a graça do que eu penso e não mudaria um centavo na cotação do dólar... Então, prefiro adorar o casalzinho loiro+negra, que passa apaixonado na frente do restaurante. Ou a mulher transparente que carrega feliz o bebe mulato, ao lado do pai retinto. Isso sem falar nos inúmeros casais branquelas com sua prole mulata e negra, filhos que um coração aberto escolheu e outros, tão abetos quanto, toparam. Acho que vou pra cadeia por usar palavras como mulato, retinto e branquelo. Mas eu sou do tempo em que o idioma era correto e não o "politicamente". O eufemismo "moreno" é uma mentira. Morena sou eu, que tenho cabelo castanho escuro - ou tinha, em algum lugar do passado. Acho lindo ser mulato, como o FHC, ou o Caetano. Ou o Obama, um mulato lindo, com cara de quem dança bem.
Passam duas mulheres bem loiras, seus 55, 60... Uma mais ágil. Anda tipo cinco passos à frente, incapaz de esperar a amiga mais pesada. Para mim, fica a impressão de que ela precisa provar quem segue quem... Eu, que estou sozinha, penso como ela é boba de não valorizar a amiga que a segue.
Eu vi um casal dos seus trinta e poucos que acabou de dar o primeiro beijo... Que delicia de olhar...
domingo, 3 de junho de 2012
diversão
Eu acho que
o fato de ter sido sempre tão sozinha foi o que fez a minha vida interessante,
porque eu tive muita coisa legal para ir descobrindo aos poucos depois de
adulta. Coisas bobinhas, detalhes, mas que foram fazendo as coisas serem
interessantes. Se eu tivesse descoberto tudo na infância… como tudo na vida tem
um preço e uma compensação… o fato de ter tido uma infância solitária e adulta
foi compensada por uma idade adulta muito divertida.
terça-feira, 8 de maio de 2012
Coisas de Rainha
Toda Rainha
que se preza tem uma galeria em seu castelo, formada de quadros de “amor
cristalizado”. Uma rainha tem memória
seletiva. Ela só se lembra dos bons momentos. Então, cada amor do passado vira um
belo quadro na parede. Ela cristaliza o amor idealizado, com as mais belas
cores. Ela ama pelo resto da vida estes bons momentos. A capacidade de apagar o
que é ruim é a sua melhor amiga.
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Apelidos doces
Minha mãe chamava o meu pai de benzinho, paizinho. Ele devolvia, chamando-a de tamanhinho. Às vezes, chamava de mãezinha. Eu era sempre a filhinha, a ponto dos meus amigos acharem que este era um apelido doméstico. Ainda chamo meu pai de papaizinho. Conto isso, porque sinto falta deste mel que parece que ficou no passado... A gente tem pouco espaço pra ser doce. Ninguém espera isso. Aí o doce vai cristalizando lá no fundo. É tão melhor quando ele escorre e invade o dia a dia tão duro...
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Crente
Eu ando meio cansada de gente desconfiada. Gente que "sabe" que o outro está pronto para dar o bote. Isso é muito chato!
Eu gosto muito de ser bem trouxa e acreditar que tudo vai dar certo.
Se uma pessoa me diz: amanhã. Eu acredito que será amanhã.
Não fico pensando: ah! Não é amanhã nada! Vai ser daqui a um ano!
Eu sei que a experiência faz a gente ficar mais calejado, mas, sinceramente, não é o tipo de conhecimento que eu quero ter...
Eu gosto de ser crente. Eu gosto de acreditar nas pessoas. Eu gosto de ouvir o que elas têm pra me dizer e acreditar que é verdade. Que elas não estão mentindo pra mim.
Até porque elas não mentem sempre.
E ai, se eu pensar assim, se eu achar que elas não estão mentindo, eu só vou sofrer de verdade quando elas mentirem. Agora, se eu ficar sempre achando que elas vão mentir, eu to sofrendo o tempo todo. Quem teme a morte, morre mil vezes.
Eu gosto muito de ser bem trouxa e acreditar que tudo vai dar certo.
Se uma pessoa me diz: amanhã. Eu acredito que será amanhã.
Não fico pensando: ah! Não é amanhã nada! Vai ser daqui a um ano!
Eu sei que a experiência faz a gente ficar mais calejado, mas, sinceramente, não é o tipo de conhecimento que eu quero ter...
Eu gosto de ser crente. Eu gosto de acreditar nas pessoas. Eu gosto de ouvir o que elas têm pra me dizer e acreditar que é verdade. Que elas não estão mentindo pra mim.
Até porque elas não mentem sempre.
E ai, se eu pensar assim, se eu achar que elas não estão mentindo, eu só vou sofrer de verdade quando elas mentirem. Agora, se eu ficar sempre achando que elas vão mentir, eu to sofrendo o tempo todo. Quem teme a morte, morre mil vezes.
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