domingo, 8 de setembro de 2013

uma semana em Paris

Sábado

Paris sem lactose. Sucesso! Leite de soja no super, jantar de peixe tartar no meu queridinho Café Les Éditeurs. http://www.lesediteurs.fr/

Interessante como os hábitos mudaram de 2010 para agora.
Hoje é difícil encontrar wifi. Todo mundo está online...

Um homem passa vendendo alguma coisa lá na calçada. Evitei contato visual. Mas pensei, "não tá fácil pra ninguém..."


Domingo no Cafe de Flore

Uma mulher linda, com seus 65 anos, cara lavada, cabelos louros e longos, está sentada na mesa em frente. Escreve a mão num caderno. Morro de curiosidade. Quando o garçom começa a servir Kir Royal na mesa ao lado, ela parece hipnotizada com a cor do champanhe misturando com o rubro licor. Ela está usando vestido florido, branco e lilás, com brincos combinando. Acho engraçado pensar que escrevo sobre a escritora...
Ela toma café no Café de flore.

Na mesa ao lado, três jovens executivos de alguma empresa americana (deduzo que são americanos,  porque eu entendo o inglês que falam) discutem práticas empresariais.
O cara mais sensato tem 41 anos e soa jovem pra mim. Eles estão tomando a segunda garrafa de vinho.
A conversa flutua, de trabalho para ioga, para sexo, para beber e "get crazy!" A moca se encantou com o garçom lindo de olhos azuis. Ela até tirou uma foto com ele.
Ela é portuguesa e o garçom lindo é português. Virou uma festa. Ela tem 32 anos. Digo que sou brasileira e também tiro fotos com eles.

Na mesa ao lado tem uma grupo que fala inglês. Dois casais e uma garota de seus 13 anos. Quando o meu sorvete chegou a loura do meu lado surtou! Ela achou que eu era americana. Disse que entendia o meu inglês. É aniversário da garota e a loira do sorvete deu de presente um porta-níqueis escrito Paris. A menina ficou encantada!

Quarta à noite, Saint-Germain-des-Prés

Eu adoro a miscigenação francesa, a maneira como eles parecem conviver com as diferenças... É lógico que eu poderia perguntar aos meus amigos de Paris se é mesmo como eu vejo... Mas isso iria tirar toda a graça do que eu penso e não mudaria um centavo na cotação do dólar... Então, prefiro adorar o casalzinho loiro+negra, que passa apaixonado na frente do restaurante. Ou a mulher transparente que carrega feliz o bebe mulato, ao lado do pai retinto. Isso sem falar nos inúmeros casais branquelas com sua prole mulata e negra, filhos que um coração aberto escolheu e outros, tão abetos quanto, toparam. Acho que vou pra cadeia por usar palavras como mulato, retinto e branquelo. Mas eu sou do tempo em que o idioma era correto e não o "politicamente". O eufemismo "moreno" é uma mentira. Morena sou eu, que tenho cabelo castanho escuro - ou tinha, em algum lugar do passado. Acho lindo ser mulato, como o FHC, ou o Caetano. Ou o Obama, um mulato lindo, com cara de quem dança bem.

Passam duas mulheres bem loiras, seus 55, 60... Uma mais ágil. Anda tipo cinco passos à frente, incapaz de esperar a amiga mais pesada. Para mim, fica a impressão de que ela precisa provar quem segue quem... Eu, que estou sozinha, penso como ela é boba de não valorizar a amiga que a segue.

Eu vi um casal dos seus trinta e poucos que acabou de dar o primeiro beijo... Que delicia de olhar...

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